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Afinal, para que servem os indicadores?


Por mais óbvia que esta pergunta possa parecer, ela ainda é feita por muitos gestores que consideram o seu “tino” infalível para a tomada de decisão nos negócios. Realmente, há pessoas com habilidades natas e que conseguem antever situações e oportunidades, mas são exceções que fogem à regra. Sendo assim, para os demais, colocar luz sobre o processo de decisão é fundamental. E é esta a função dos indicadores.

 

Para isso, o primeiro passo é fazer o registro das informações. É muito comum encontrar gestores que sabem detalhadamente quanto a empresa faturou, mas, em contrapartida, acabam não tendo clareza do destino desta receita, para onde o dinheiro foi. Neste caso, o setor financeiro da empresa age com um termômetro. A dor de cabeça aumenta quando o caixa aperta, sinalizando que algo não está bem. Sem uma boa base para análise, o mais comum é tomar uma ação paliativa, que minimiza o sintoma, mas que não combate a causa de forma eficiente. Logo, se há indicadores, a ação para resolver o problema pode ser mais rápida, assertiva e definitiva.

 

Com o registro, é possível evoluir para a elaboração dos indicadores que são mais apropriados para cada tipo de negócio. Não é produtivo ter indicadores para tudo e nem de forma decorativa, com números e setas para várias direções, sem saber realmente qual a sua utilidade. É preciso definir aqueles que são relevantes para a gestão e que farão a diferença na tomada de decisão.

 

O passo seguinte é o acompanhamento. Bem elaborados, os indicadores permitirão visualizar tendências, assertividades, desvios e erros, antes mesmo de ter finalizado uma etapa. Com isso, o gestor passa a ter condições de agir antecipadamente, sem que o processo para recuperação exija um tempo mais longo ou se torne irreversível.

 

Por fim, há uma questão essencial e que faz uma enorme diferença junto aos indicadores: a interpretação. A capacidade de entendimento, compreensão e análise da informação, coloca o gestor à frente da sua própria empresa, principalmente, diante das oscilações de mercado e dos solavancos a que todo negócio está sujeito.

 

O instinto de sobrevivência faz parte da nossa essência e ele é fundamental em nossas vidas. Mas agir nos negócios apenas instintivamente e, às vezes, contando com a sorte, é uma opção extremamente perigosa e que gera um clima de expectativas e incertezas sempre muito alto, o que não é nada saudável, nem para os gestores e nem para a empresa.

 

Jamir Booz – jamir@nivel10consultoria.com.br

Consultor e sócio da Nível 10 Consultoria Empresarial.
Formado em Publicidade e Propaganda pela FURB.
Pós graduado em Gestão Empresarial , ICPG.



Publicado em 06/02/2013 11:30:30