Artigo

Decidir ou não decidir? Eis a questão


Quem já não vivenciou ou não ouviu falar daquela clássica cena em que o garoto apaixonado se aproxima da menina amada, mas diante dela, a emoção toma conta e, quando ela mais espera ouvir aquelas doces palavras, o nervosismo predomina nele e nenhum grunhido sai da sua boca. Ela, desapontada, vai embora. Esta cena, também ocorre no mundo empresarial. Diante de momentos muito importantes para o negócio, que necessitam de uma postura mais ativa, não agimos e nos escondemos até termos a certeza de que a situação foi embora. O sentimento, mais de alívio do que de perda, toma conta e tudo volta ao delicioso cotidiano do negócio.

 

Por mais simples que seja, dúvidas pairam sobre qualquer necessidade de decisão. O erro está em não tomá-la ou postergá-la ao máximo. Mesmo que o movimento do mercado em determinados momentos possa parecer uma incógnita, a empresa precisa decidir. Quando se opta por não decidir cria-se dentro do ambiente empresarial um sentimento de incertezas e, quando isso se torna rotina, instaura-se um clima de insegurança e desmotivação para a equipe.

 

Para isso é importante analisar a tomada de decisão como parte integrante da gestão e buscar indicadores para que se possa ter embasamento. Às vezes, a decisão precisa ser rápida. Se há dentro da estrutura organizacional uma ação regular preventiva, com a geração de indicadores e acompanhamento sobre eles, uma análise imediata poderá ser feita com maior segurança e, desta forma, a decisão pode ser tomada com assertividade.

 

É importante ressaltar que todos nós temos habilidades e competênciaspara executarmos certas atividades ou tomarmos algumas atitudes com maior facilidade em detrimento de outras. Isto faz parte da formação de cada um e é próprio da personalidade. Dentro dos negócios, agir sem analisar pode ser um grande erro. Assim como não procurar superar esta dificuldade, pode ser um inibidor do crescimento e desenvolvimento do próprio negócio, além de ter maior propensão de perda das oportunidades que surgem em todo tipo de negócio.

 

O início para a solução deste impasse está em analisar como a gestão da empresa se apresenta. Há definições, há clareza, há um caminho que foi estabelecido e está sendo seguido para o negócio? Se pairam dúvidas, é provável que o “céu da gestão” esteja com nebulosidade. Recorrer a cursos, melhorar a formação, buscar auxílio externo com consultorias ou até mesmo com psicólogos, se o problema for oriundo de bloqueios ou outros fatores inibidores, também é válido. Esperar que as coisas se resolvam sozinhas é permanecer na dificuldade. Se esta for a opção escolhida, a empresa poderá ser a grande prejudicada.

 

Jamir Booz – jamir@nivel10consultoria.com.br

Consultor e sócio da Nível 10 Consultoria Empresarial.
Formado em Publicidade e Propaganda pela FURB.
Pós graduado em Gestão Empresarial , ICPG.
Publicado em 18 de setembro de 2012.



Publicado em 18/09/2012 13:02:15