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Compra, venda e fusão de empresas


O noticiário econômico não para. A todos os momentos, notícias dão conta de que determinada companhia comprou outra; aquele negócio foi absorvido por um poderoso grupo econômico; um fundo de investimentos adquiriu parte do capital de determinada empresa; duas gigantes partiram para uma fusão. Enfim, o mercado nunca esteve tão aberto às oportunidades com está agora.

 

É difícil especular sobre os reais motivos que levam as empresas a esse movimento, mas o que provavelmente encabeça a lista é a busca por melhores resultados financeiros. Parar de brigar com o concorrente também pode ser um dos motivos, como aconteceu com as gigantes Holcim, empresa suíça, e a francesa Lafarge. Ao partirem para a fusão, um negócio avaliado em 60 bilhões de dólares, criaram a maior fabricante de cimentos do mundo. Ambas saíram no lucro.

 

O motivo também podem estar relacionado à estratégia. No final de 2013, o noticiário nacional anunciou a aquisição de parte do capital, por dois fundos americanos de investimentos, o Warburg Pincus e o Advent International, da Camisaria Dudalina, de Blumenau. Valores incertos, porém, altíssimos, estavam envolvidos nessa aquisição.  Segundo os próprios gestores, essa ação faz parte da estratégia da empresa, que busca tornar a Dudalina uma marca mundial.

 

É importante frisar que esse movimento não acontece apenas entre grandes corporações. Ele está presente no dia a dia, ocorrendo do outro lado do mundo e aqui na esquina. Por isso é fundamental estar atento: ao mercado, ao concorrente e, principalmente, ao próprio negócio. Uma empresa que está crescendo, com uma boa carteira de clientes, bem estruturada e financeiramente saudável, pode buscar a ampliação e a aceleração do crescimento através da aquisição de outra. Ela também pode ser interessante para outra companhia que pretende atuar no mesmo ramo ou região.

 

Vender ou comprar uma empresa que está dando certo pode ser um bom negócio para ambos os lados. Quem está vendendo, quer o melhor preço, e quem está comprando, visualiza uma oportunidade. Porém, quando uma empresa está com dificuldades financeiras e o negócio passou a ser visto pelos proprietários como um problema, se desfazer dele pode ser uma das alternativas, mas a situação é outra e a avaliação do negócio pode ser visto de ângulos bem diferentes. Mas ainda assim, a transação pode ser concretizada.

 

Para não correr riscos, antes de partir para uma compra, venda ou fusão, é fundamental ter suporte com quem tem experiência e credibilidade neste tipo de atividade. Transparência e sigilo são palavras chave e qualquer descuido pode comprometer as negociações e até as próprias empresas envolvidas. Contar com o apoio de uma equipe jurídica para a conclusão da transação também pode fazer toda a diferença, dirimindo dúvidas, proporcionando tranquilidade e trazendo segurança. Afinal, fazer um bom negócio é o que todos realmente querem.

 

Jamir Booz

Consultor e sócio da Nível 10 Consultoria Empresarial

Formado em Publicidade e Propaganda pela Furb

Pós-graduado em Gestão Empresarial pelo ICPG



Publicado em 25/04/2014 18:00:00