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Lucre mais e saia do vermelho com gestão financeira


Quando uma empresa vai mal, o mais fácil é criticar o governo e a carga tributária ou até mesmo a crise econômica e a concorrência desleal. O problema é que a visão equivocada sobre o negócio pode agravar um eventual cenário de prejuízo que, muitas vezes, tem origem na ausência de gestão financeira. A falta de dinheiro não é o problema em si, mas, sim, o sintoma de que algo está errado e deve ser corrigido com ações eficazes.

 

O diagnóstico, nestes casos, envolve uma série de elementos, como desequilíbrio no estoque, descontrole nas compras, falha na formação do preço, incoerência nas metas, falta de indicadores, desatenção com a inadimplência e desconhecimento sobre o mercado e o ponto de equilíbrio ideal. Esse cenário, se não identificado em tempo, pode trazer graves problemas de liquidez e solvência à organização, tornando o negócio pouco rentável ou até mesmo inviável.

 

A consultora e sócia da Nível 10 Consultoria Empresarial, Adriana Moser, aponta como um dos grandes problemas das empresas o desconhecimento sobre o que é despesa fixa, variável e custo de produto. “Muitas vezes, o simples equilíbrio desta equação garante lucro para quem está no vermelho há meses”, observa.

 

Fluxo de caixa

 

Outro vilão identificado em boa parte das empresas atendidas pela consultoria é o descuido com o fluxo de caixa, muitas vezes causado pelo excesso de inadimplência ou de estoque. “É preciso estar atento para não deixar muito dinheiro na rua ou imobilizado em produtos quando falta saldo em caixa. Principalmente quando isso resultar em endividamento e, eventualmente, na busca por capital de giro”, alerta.  

 

Essa lição fez a diferença no patrimônio da Stoltenberg, que possui unidades em Brusque e Vidal Ramos. “A partir do momento em que separamos as contas das nossas três unidades e passamos a cuidar com o giro do estoque tivemos outra visão dos números”, revela Valter Stoltenberg, diretor comercial da unidade de Brusque. De acordo com o empresário, que atua no ramo de madeiras, ferragens, móveis e acabamentos, o investimento em gestão financeira traz resultados reais na movimentação econômica da empresa.    

 

A dificuldade para definir preço e calcular lucro também aparece com frequência nas companhias, o que gera descompasso na gestão. “O que o empresário não sabe, muitas vezes, é que o mercado dita o preço, mas o custo é gerado dentro da empresa. Nesses casos, o ideal é rever os números e analisar o mercado com critério”, completa Adriana. 

 

A consultora destaca ainda a importância de criar elementos de controle gerencial, como gráficos de custos e relatórios de acompanhamento mensal. “Além de identificar o problema e corrigi-lo é preciso acompanhar a evolução do trabalho para evitar reincidência”, ressalta. Para Stoltenberg, esse processo de controle e acompanhamento trouxe mais segurança à gestão. “Hoje confiamos nos nossos dados e podemos agir com mais segurança quando é preciso”, assegura Valter, que atua há 10 anos com consultoria externa nesta área.

 

Ações como estas podem provar que o problema da empresa nem sempre é falta de faturamento e rentabilidade, mas, sim, ausência de indicadores e controles, e que uma gestão financeira eficaz pode deixar as contas no azul e ainda garantir investimentos e alta lucratividade.

 

Fique atento!

 

  • Faturamento alto não significa lucro;
  • Inadimplência e estoque excessivos prejudicam o fluxo de caixa;
  • Se um produto não deu certo, talvez seja hora de descontinuá-lo;
  • Sobra no caixa é diferente de lucro operacional;
  • É preciso equilibrar despesa fixa e variável;
  • Descuido com os registros prejudica a gestão.

 

Dicas de ouro:

 

  • Defina responsabilidades com metas e processos;
  • Defina metas de faturamento, lucro e produção;
  • Controle o movimento de caixa;
  • Extratifique custos e despesas;
  • Crie e analise indicadores;
  • Tome conhecimento do real ponto de equilíbrio;
  • Faça relatórios de acompanhamento mensal;
  • Determine um estoque regulador;
  • Reveja a política de descontos;
  • Crie rotina de cobrança;
  • Invista até onde não haja comprometimento do patrimônio.

 

Fonte: Assessoria N10

Publicado em 11/12/2013 10:27:03
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